Pegar na moto e ir até Marrocos tornou-se um bocado do tipo"vou ali buscar pão e já venho",e o espírito é mais ou menos assim, até porque até Tanger são só 1000km e facilmente se consegue sair de casa e dormir em África.
Desta vez e para não variar preparamos a ida até Marrocos na véspera da partida e o objectivo era curtir as praias do mediterraneo, mais concretamente na zona de Saiidia, bem perto da fronteira com a Argélia.
Tínhamos conhecimento desta zona por estar bastante na moda e ser conhecida como a pérola azul do
mediterraneo, numa aposta forte do turismo marroquino.
De facto o turismo nesta zona esta em alta, mas a diferença de ir em excursão ou pelos nossos meios, trás sempre surpresas, como viemos a descobrir á chegada, mas vale sempre a pena não ser carneiro e andar livre de horários ou burocracias.
A estrada é boa e quase sempre junto á costa, com a excepção da travessia das montanhas, onde o nevoeiro é serrado e tem que se rolar a passo de caracol.
Em Marrocos, a cada curva pode surgir uma situação inesperada e neste caso foi um casamento tipicamente marroquino, como as fotos comprovam.
Chegados a Saiidia rapidamente nos apercebemos dos elevados preços dos hotéis e dos muitos turistas tipicos do "pacote" que nem saem do hotel com medo de serem raptados ou algo do género, ainda tentei negociar nos hotéis, mas aqui não há margem de manobra porque segundo eles as promoções são mesmo só para os "pacotes"( avião,transporte e estadia).
"Ok no problem", já estamos de saída de Saiidia, disse eu ao funcionário e partimos em busca de algo mais ao nosso agrado.
E como quem procura quase sempre encontra, tivemos sorte e descobrimos um bom hotel bem pertinho das águas quentes do mediterraneo, praias desertas e bom peixe na brasa, a transalp finalmente tinha descanso e nós também, estava-se bem.
Mais havia para contar mas infelizmente esta viagem coincidiu com um dos piores dias da minha vida... recebo a noticia que o meu pai tinha falecido, a partir desse momento fizemos uma caminhada dolorosa em direcção a casa.
Os melhores momentos da minha vida, foram sem duvida todas as viagens que fiz com esta mota juntamente com a minha "pendura", amiga e mulher e muito devo ao meu pai todos estes momentos,foi sem duvida ele que me direccionou neste sentido.
Gostava de lhe ter dito isto, mas a vida é assim.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
UM ANO DEPOIS...
...do acidente no passeio TT do Moto Clube do Porto, que apesar de pouco aparatoso, foi grave e de longa recuperação, estamos de volta ao "monte" numa versão bastante "soft", mas não menos porreira.
Quem gosta não desiste.
Quem gosta não desiste.
Obrigado a todos os que nos apoiaram.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
2º Agueda enduro classic 2013
A primeira participação num enduro clássico aos comandos da YZ 125 93, foi bastante positivo e apesar de ter ficado em ultimo na classe, diverti-me bastante e gostei muito do espírito da prova.
O convívio no final, com direito a leitão fez deste domingo um dia em cheio.
O convívio no final, com direito a leitão fez deste domingo um dia em cheio.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sempre a rolar
Uma grande volta por Portugal, sem a Transalp mas também com uma grande moto, a Honda Dominator 650, onde tivemos oportunidade de fazer muitos quilómetros pela mítica Nacional 2.
O 2º enduro Vales Longos a contar para o Campeonato Regional Norte, onde a chuva e a dureza foram o prato forte.
E finalmente a segunda parte da grande viagem até ao Senegal em 2011.
Brevemente, num computador perto de si.
O 2º enduro Vales Longos a contar para o Campeonato Regional Norte, onde a chuva e a dureza foram o prato forte.
E finalmente a segunda parte da grande viagem até ao Senegal em 2011.
Brevemente, num computador perto de si.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Na rota das Transalp 89
" Em 1987 teve inicio uma iniciativa do clube Honda de França.reunir o máximo de Transalp possíveis, com ou sem pendura, e partir pela Europa, á procura do desconhecido."
Esta interessante cronica faz parte da Motojornal numero 85 de 1989 e comprova o espírito aventureiro para que esta moto foi criada, sendo hoje em dia e após várias gerações uma moto de grande culto por todo o mundo.
Um encontro europeu de Transalp no ano em que o modelo comemora 25 anos era excelente, pode ser que algum clube o organize.
Esta interessante cronica faz parte da Motojornal numero 85 de 1989 e comprova o espírito aventureiro para que esta moto foi criada, sendo hoje em dia e após várias gerações uma moto de grande culto por todo o mundo.
Um encontro europeu de Transalp no ano em que o modelo comemora 25 anos era excelente, pode ser que algum clube o organize.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
TODOS A FÁTIMA 2012
O "Todos a Fátima" é uma concentração para motorizadas com mais de 20 anos que já vai na segunda edição e que teve o ano passado conseguido a proeza de bater um record para o guiness com o maior numero de motorizadas reunidas.
Casal Fundador
Mini Honda "versão cross"
As duas Casais foram o ano passado até á concentração de Faro e a Mini Honda já fez um Portugal Lés-a-Lès, sendo por isso máquinas já bem rodadas e fiáveis.
Às 8.30 arrancamos em direcção a Fátima e chegamos cerca das 15.30 ao destino,com algumas paragens para pequenos arranjos clássicos nas Casais, nas subidas com pendura não conseguia passar dos 20km hora e até para passar alguns ciclistas tinha que "esganar" mais um bocado, a chuva ameaçou durante todo o caminho, mas felizmente não choveu, pelo menos para baixo.
Os "arranjos":
Remoção do silenciador do escape e afinação de platinado.
Limpeza de carburador.
Afinação de platinado.
São estes pormenores que fazem com que a viagem se torne especial e claro que em cada paragem há sempre tempo para mais um convívio na berma da estrada e o Arnaldo bem ao estilo "old school" trouxe muita ferramenta e "morfes" para o pessoal.
A mini Honda é que ficava sempre a olhar para as Casais, porque para além de quase não consumir gasolina também não precisa que se faça nada e o Osvaldo é um devorador de kms e por ele era sempre a andar, parar, só nos vermelhos e nem sempre porque a Honda também faz um mini trial.
Chegada á Fátima com os "traseiros" tipo pedra mas prontos para beber uma cerveja e ver as outras "sacholas" (no bom sentido) que se encontravam por lá, o passeio já tinha acabado e muita gente também já regressava, mas mesmo assim ainda estava muita gente.
Foto da praxe e siga para cima que as sandes de leitão estavam a nossa espera.
No regresso conseguimos um andamento mais rápido graças a nova estratégia de aproveitar o cone de ar da Boss e completamente colado a sua traseira subíamos tudo sem problemas, só mesmo o facto de irmos dois na mesma moto se tornava um bocado cansativo, mas sempre a curtir.
As sandes de leitão acompanhadas de uma boa sopa em Condeixa e a paragem para vestir os fatos de chuva, quando finalmente a ameaça passou á realidade e tivemos que ter uma condução mais defensiva, mas de papo cheio e com estas máquinas ninguém nos parava.
Chegados a Águeda e mais uma paragem, desta vez com um descanso mais na vertical.
Chegamos ao Porto perto da 01:00 e 400 e tal kms depois um bocado cansados mas acima de tudo felizes por um dia em cheio, acompanhados de gente que tem sem duvida o "espírito da coisa ".
A Honda é uma máquina de guerra, mas as Casais de fabrico nacional são fantásticas.
Este ano decidimos ir com a nossa Casal FUNDADOR
de duas velocidades e juntamente com mais dois amigos,um em BOSS e outro em Mini-Honda, foi uma viagem espetacular, sempre a curtir por aí abaixo.
Começando pelas personagens:
BRUNO
JOANA "pendura"... que coragem
ARNALDO
OSVALDO
As máquinas:
Casal BossCasal Fundador
Mini Honda "versão cross"
As duas Casais foram o ano passado até á concentração de Faro e a Mini Honda já fez um Portugal Lés-a-Lès, sendo por isso máquinas já bem rodadas e fiáveis.
Às 8.30 arrancamos em direcção a Fátima e chegamos cerca das 15.30 ao destino,com algumas paragens para pequenos arranjos clássicos nas Casais, nas subidas com pendura não conseguia passar dos 20km hora e até para passar alguns ciclistas tinha que "esganar" mais um bocado, a chuva ameaçou durante todo o caminho, mas felizmente não choveu, pelo menos para baixo.
Os "arranjos":
Remoção do silenciador do escape e afinação de platinado.
Limpeza de carburador.
Afinação de platinado.
São estes pormenores que fazem com que a viagem se torne especial e claro que em cada paragem há sempre tempo para mais um convívio na berma da estrada e o Arnaldo bem ao estilo "old school" trouxe muita ferramenta e "morfes" para o pessoal.
A mini Honda é que ficava sempre a olhar para as Casais, porque para além de quase não consumir gasolina também não precisa que se faça nada e o Osvaldo é um devorador de kms e por ele era sempre a andar, parar, só nos vermelhos e nem sempre porque a Honda também faz um mini trial.
Chegada á Fátima com os "traseiros" tipo pedra mas prontos para beber uma cerveja e ver as outras "sacholas" (no bom sentido) que se encontravam por lá, o passeio já tinha acabado e muita gente também já regressava, mas mesmo assim ainda estava muita gente.
Foto da praxe e siga para cima que as sandes de leitão estavam a nossa espera.
No regresso conseguimos um andamento mais rápido graças a nova estratégia de aproveitar o cone de ar da Boss e completamente colado a sua traseira subíamos tudo sem problemas, só mesmo o facto de irmos dois na mesma moto se tornava um bocado cansativo, mas sempre a curtir.
As sandes de leitão acompanhadas de uma boa sopa em Condeixa e a paragem para vestir os fatos de chuva, quando finalmente a ameaça passou á realidade e tivemos que ter uma condução mais defensiva, mas de papo cheio e com estas máquinas ninguém nos parava.
Chegados a Águeda e mais uma paragem, desta vez com um descanso mais na vertical.
Chegamos ao Porto perto da 01:00 e 400 e tal kms depois um bocado cansados mas acima de tudo felizes por um dia em cheio, acompanhados de gente que tem sem duvida o "espírito da coisa ".
A Honda é uma máquina de guerra, mas as Casais de fabrico nacional são fantásticas.
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